Titã é tão grande que poderia ser um planeta, de fato ele é maior que Mercúrio e é chamado de planeta-lua por algumas pessoas. É constituído de rocha e gelo de água. Titã possui uma espessa atmosfera (que impede a visualização direta da sua superfície) constituída basicamente de nitrogênio e metano, mas esse satélite tem muito mais.
Titã tem ventos, que formam dunas de areia como nos desertos na Terra. Também tem lagos e rios de etano e metano líquidos (a temperatura por lá é -180°C). Na verdade existe um verdadeiro ciclo hidrológico de metano e etano, em que eles podem ser encontrados na forma de líquido em rios e lagos, em forma de gelo nos polos e evaporados, formando nuvens altas.
Ainda que não tenha sido detectada diretamente, espera-se que haja chuva desses hidrocarbonetos, uma vez que os rios e lagos mudam com o decorrer do tempo, inclusive com ilhas que “desaparecem”, que provavelmente não passam de icebergs de hidrocarbonetos que derretem. Há condições, inclusive, para que se forme neve de metano e etano em Titã, ou seja, a superfície está repleta de moléculas baseadas em carbono, os hidrocarbonetos.
Por isso o cuidado extremo de contaminação radioativa tomado com a Huygens. Não seria loucura nenhuma especular que pudesse haver vida nesse ambiente aparentemente bizarro: a vida necessita de um meio líquido para se desenvolver e o melhor deles parece ser a água, outro candidato (não tão bom) é o etano! Esse é um cenário muito promissor para estudar a criação e o desenvolvimento inicial da vida, dando pistas importantes de como teria sido na Terra.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/4.html.
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